Tu precisa de uma marca pessoal forte por 2 razões simples: vc lidera mais e ganha mais. Seus clientes precisam “conhecer, gostar e confiar” em você antes de comprarem de ti, tendeu?
Uma marca pessoal forte também cria credibilidade, autoridade e confiança, portanto, você tem mais chances de atrair mais negócios
Vou te explicar tudiin sobre o assunto neste post 🙂 Então continua a leitura aqui comigo!
Primeira coisa, o que é marca pessoal?
A marca pessoal é sobre fazer o SEU branding (seja da pessoa que vai representar por trás do logotipo da empresa ou construir uma marca em torno de vc).
Assim como o branding das empresas, a ideia do trabalho de uma marca pessoal é desenvolver e manter uma reputação e uma impressão que vc transmite como parte crucial do seu negócio.
Buenas, isso é um ponto fundamental de refletir, devido ao que já sabemos sobre reputações em geral: vc é essencialmente impactado pelo que outras pessoas dizem sobre você pelas suas costas. Pense desta forma: o que você gostaria que seus clientes dissessem sobre você quando você não estiver na sala?
Quais adjetivos andam espalhando por aí sobre vc? Tu tem essa clareza?
Asim como a marca corporativa, a sua marca pessoal comunica o quanto as pessoas podem confiar em ti e como vc fará as entregas que promete. Exala o que você representa, em que se destaca e o que tem a oferecer.
Embora sua marca seja moldada pela percepção de outras pessoas, você é responsável por comunicar seus valores de forma eficaz e consistente.
O Personal Branding nada mais é que a gestão da sua marca pessoal. Envolve você descobrir o que te torna único, a determinar o seu posicionamento e a comunicar melhor a sua promessa única de valor, para então alcançar relevância e influência para determinado público-alvo.
Seja esse público mais específico como os seus colegas de trabalho ou amplo como o mercado global.
Marca pessoal x marca corporativa
Com tantas definições e ramificações dentro do mundo do branding, pode ficar um pouco confuso definir o que é a sua marca pessoal e a sua marca corporativa — ou seja, como você se vende como pessoa e como sua empresa se vende. Mas, antes de se desdobrar em “múltiplas personalidades”, queremos provocar o questionamento:
Será que essas duas coisas são tão diferentes assim? 🤔
Nopp, elas andam juntas, castores. Na verdade, não é possível uma existir sem a outra. Deixa eu te contar o pq aqui: para fundamentar o branding de uma marca, precisa existir uma forte cultura organizacional. Mas ela só vai existir se houver uma liderança consciente.
Logo, a marca pessoal de quem está por trás da organização interfere (e muito) no fortalecimento da própria marca corporativa. Olha a Ouki, por exemplo, nós temos nossa marca corporativa, mas vcs sabem quem tá por trás, vcs sabem que eu e a Laís colocamos na Ouki nossos valores.
Ou seja, esses valores estão na marca desde o começo pq são características nossas, que nós, fundadoras, observamos e são traços de nossas personalidades (que são fatores fundamentais na hora de criar, desenvolver e manter a marca).
É por isso que nosso branding pessoal e corporativo funcionam: eles tão alinhados (não ia adiantar nada a gente criar uma imagem e um posicionamento pra Ouki e quem interagisse com a gente pessoalmente sentisse que é totalmente diferente a experiência).
Nesse processo todo é fundamental que os líderes saibam se comunicar e se relacionar com os públicos que envolvem a organização para transmitir os valores da marca. Se um líder não for percebido como líder, dificilmente uma cultura se instalará.
O líder é o exemplo, transmite personalidade, precisa ser um influenciador. Por isso a necessidade do trabalho de marca pessoal e da presença da liderança. Todo mundo precisa desenvolver sua marca pessoal de forma consciente, e se comunicar de forma clara, concisa, concreta, correta, coerente, completa e cortês.
E isso é uma construção. Uma coisa não existe sem a outra. Inclusive, as ferramentas de gestão são muito semelhantes, pois para cada marca pessoal ou empresa existirá um plano de comunicação único, singular. Afinal, marcas são pessoas e pessoas são marcas.
Isso é especialmente verdade nesse caso, em que falamos da sua marca pessoal e a sua marca corporativa: você pode e deve se “misturar” à sua marca, no sentido de que as duas devem estar traçando o mesmo caminho, usando dos mesmos valores e almejando o mesmo objetivo.
Prós e contras da marca pessoal
Prós
Marcas pessoais são flexíveis. Marcas pessoais geralmente usam o nome do proprietário da empresa para criar a marca. Isso significa que, se o foco mudar e você começar a oferecer algo diferente do que ofereceu no início, poderá adaptar suas ofertas sem precisar alterar o nome do seu negócio.
Marcas pessoais são ideais se vc deseja desenvolver uma carreira de palestrante, consultor, freelancer, fotografo, enfim, algo que seja mais “solo”. É difícil associar seu nome à sua área de especialização (no começo), mas, depois de fazer o trabalho, você será visto como alguém que os outros desejam ouvir.
Contras
O nome da sua empresa não indica o que você faz. Você precisa associar seu nome pessoal ao que você oferece. Isso pode ser feito com um forte slogan que você usa consistentemente em tudo que faz.
Você também pode associar o que você oferece ao seu nome pessoal escrevendo artigos em blogs, dando entrevistas, criando postagens de mídia social, fazendo lives, dando palestras, enfim, construindo o seu nome, né?
E você vai precisar fazer isso até que as pessoas associem teu nome com o que vc deseja ser conhecido (posicionamento que fala, lembra?)
[Veja também] Posicionamento de marca: o que é e para que serve?
Prós e contras da marca corporativa
Prós
Marcas corporativas são mais fáceis de vender. A maioria das empresas tem um ciclo de vida. Quando você quiser vender sua empresa – porque seus interesses mudaram. Você quer se mudar ou você está pronto para se aposentar – será mais fácil vendê-la para outra pessoa se você tiver criado algo que não esteja associado a um nome pessoal.
Ou até mesmo se você se afastar da empresa. Se você quiser que outras pessoas sigam com a administração sem você. Ficará muito mais fácil se for uma marca sem seu nome. Obviamente.
Contras
Marcas comerciais não são tão flexíveis se seus interesses mudarem. Se você decidir mudar de rumo e oferecer algo completamente diferente, talvez seja necessário iniciar um segundo negócio se não estiver relacionado ao nome da sua empresa.
Geralmente, você pode criar um nome que descreva o campo geral em que seus produtos e serviços se encaixarão. Em seguida, você poderá ser mais específico com seu slogan, o que é fácil de mudar. Mas se você mudar seu campo de interesse completamente, seu nome pode não funcionar mais.
Existe a arquitetura de marcas nesse cauuuso, que você pode saber mais sobre clicando aqui!
E como já vimos: existe a união da duas propostas
Podemos construir nossa marcar corporativa e, ao mesmo tempo, trabalhar pra nossa autoridade pessoal 🙂
Digamos que você tenha uma empresa de Branding (como nós), vc pode trabalhar sua marca pessoal ao mesmo tempo que trabalha a marca da empresa (as duas vão se reforçar e uma vai amplificar a outra). Sua autoridade pessoal cresce junto com a consciência da sua marca corporativa.
Entonnn se vc não consegue decidir entre sua marca pessoal ou corporativa, essa abordagem pode ser mais flexível e vai te ajudar a combinar autoridade, personalidade e engajamento.
Como diria Neil Patel:
Se você quer construir um negócio baseado no seu estilo de vida, considere a possibilidade de construir uma marca pessoal. É mais fácil de construir e você pode ganhar bastante dinheiro com palestras, consultorias ou parcerias. Mas se você quiser construir uma coisa grande, uma coisa que sobreviva e siga evoluindo sem você, então concentre-se em construir uma marca corporativa.
Buenas, então agora que tu já entendeu tudinho e a importância de construir uma marca pessoal mesmo mantendo a corporativa, bora entender o que você precisa fazer pra colocar a mão na massa!
#1. seja você mesmo
A parte mais valiosa da tua marca pessoal é tu mesmo. É isso, ninguém mais vai poder preencher essa função. Não finja ser o que vc não é. Há um motivo pelo qual as pessoas são atraídas por ti e pelo que tu tem a oferecer. Sua história e experiências moldam vc e a marca pela qual as pessoas se apaixonarão.
Descubra o que envolve teu público e aprimore essas habilidades!
- você consegue expressar claramente seus valores e habilidades?
- você se sente confiante pra expressar seus pontos de vista e opiniões?
- você tem uma ideia clara de seus objetivos profissionais?
Grande parte da construção de uma marca pessoal de sucesso depende de vc se entender. É por isso que propósito e marca são coisas completamente alinhadas. Se tu não sabe quem vc é e nem qual o seu propósito, vc não pode criar uma marca que seja autêntica.
Quando vc começar a construir a sua marca, provavelmente vai buscar inspiração em outros lugares (e tá tudo bem, eu mesma recomendo isso) MAAS, se inspirar é uma coisa, copiar é outra, ok?
Então certifique-se que não vai imitar ninguém. Escolha fatores e características que te inspirem em diferentes pessoas e marcas e adicione o seu próprio toque de personalidade.
[Veja também] Aulão Propósito: como construir uma marca movida pelo porquê
#2. a aparência e a apresentação são importantes
Conforme você começa a construir sua reputação, 100% das vezes as pessoas verão uma representação visual de sua marca antes de ler ou ouvir qualquer coisa que você tenha a dizer. Essa primeira impressão é importante.
Imagine sua comida favorita.
Agora imagine receber aquele alimento todo bagunçado em um prato de papel em temperatura morna.
Imagine sua comida favorita novamente.
Agora imagine sua comida na temperatura certa servida de forma organizada em uma bandeja de prata.
Como você quer que sua refeição seja apresentada a você? A aparência e a apresentação desempenham um papel importante em nossa tomada de decisão.
E só pra deixar claro, não to falando aqui que tu precisa de altas produções fotográficas, eu to falando sobre IDENTIDADE, sobre transmitir personalidade por meio do visual (pq sim, isso é importante pra marca pessoal também).
Então reflita: a imagem que vc passa é consistente? Reflete sua personalidade?
Claro que a gente pode trabalhar com logotipo e cores mesmo criando uma marca pessoal, mas sem dúvida o elemento visual de marca pessoal mais poderoso que vc pode ter são suas fotos. Não tem como construir uma marca pessoal sem “aparecer”.
Seu cliente precisa saber quem está falando com ele, ele precisa conhecer a cara da marca.
#3. conheça seu público
Definir um público (mais especificamente uma persona) não significa que você está limitando a quantidade de pessoas a quem você pode servir, mas sim encontrar pessoas que estão dispostas a ouvir ou comprar o que você tem a oferecer.
Conhecer seu público garante que você está apenas compartilhando conteúdo e oferecendo produtos relevantes para eles, o que gera confiança e credibilidade em sua marca.
Entender quem eles são significa entender o que eles desejam, o que significa entender o que eles vão comprar de você.
[Leia também] Buyer persona: como definir seu cliente ideal
#4. conte a sua história
Para ter uma marca pessoal forte e conectada, é fundamental contar sua história: sua expertise e experiência, seus valores e o que te torna diferente e te destaca.
Se vc é um provedor de serviços, talvez isso seja mais simples. Mas se vc vende produtos, isso pode parecer um pouco mais complicado. Pq talvez vc esteja acostumado a falar sobre seus produtos em vez de vc mesmo. Só que todo mundo tem uma história pra contar, mesmo que seja a história pessoal por trás do teu negócio.
Quando a gente desenvolve uma autoridade e compartilha uma história, é muito mais fácil e genuíno de criar uma conexão com os clientes.
#5. compartilhe sua sabedoria
Seu trabalho de marca pessoal também tem a ver com construir autoridade, pra que seus potenciais clientes possam começar a te ver como um especialista.
Quando eles confiam que vc é um especialista no que quer que esteja vendendo, é mais provável que eles te escutem e comprem de ti. Uma das melhores maneiras de construir autoridade é compartilhar seu conhecimento no tópico da sua especialidade – isso pode acontecer por meio de posts nas redes sociais, blog, podcast, youtube.
De novo, muita gente acaba tendo a tendência de falar sobre o produto e trazer detalhes muito técnicos nos conteúdos (que muitas vezes não interessam o cliente ou ele nem entende).
Digamos que a gente esteja falando de uma empresa que vende camas – que são bem caras e feitas sob medida pro corpo de cada pessoa. O que essa empresa tem que fazer pra se posicionar como autoridade? ficar falando das camas?
Não, eles podem falar da importância do sono. Há muita ciência e pesquisa sobre o sono e como ele é importante para nós. Portanto, eles podem se posicionar como especialistas em todas as coisas do sono.
E quando seus clientes entendem o quão crítico é ter uma boa noite de sono, eles estão mais dispostos a investir na cama em que dormem – e, portanto, são mais propensos a comprar sua cama. Pode ser tão simples quanto isso.
Então, o que seus clientes precisam entender para perceber que precisam do seu produto? Responda a essa pergunta e você entendeu a ideia 😉
#6. nem tudo é digital
Óbvio que as redes sociais são meios fundamentais de construir sua marca pessoal (ainda mais agora né). Mas é importante lembrar que esse não é o único meio de construir a sua marca pessoal.
Participe de eventos de networking relevantes, torne-se um palestrante convidado, etc. Ser um grande orador público é importante para sua marca pessoal e rapidamente o posiciona como uma figura de autoridade.
Você constrói confiança quando as pessoas podem literalmente ver você discutir sua experiência (com as lives também rola fazer isso). Use sua influência de conexões pessoais para atrair pessoas para seu conteúdo online.
Insight final
A clareza da sua marca pessoal e a gestão dela com certeza te trará mais clareza na sua visão e direcionamento como empreendedor / profissional.
Viver de forma íntegra com sua identidade é muito bom. Aliado ao posicionamento e comunicação, pode te levar aonde você quiser chegar.